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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

ANDRÉ DANTAS... Deu os primeiros passos na Coobital.


Hoje é a vez do André Dantas falar um pouco do que foi a sua passagem pela formação da Coobital, onde deu os primeiros passos como atleta de futsal e onde fez toda a formação até aos juniores. Actualmente joga na 2ª. Divisão Nacional na equipa da Universidade do Algarve. Ouvimos também colegas, que deixaram a sua opinião, de como o André é como atleta e pessoal.
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Rui Machado
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ACDC- Foste colega do André durante muitos anos, tanto na formação (Coobital) como depois em sénior, como vês a sua evolução?
RUI MACHADO- Na minha opinião o André evoluiu bastante a nível técnico, físico e expecialmente a nível táctico…Tornou-se sem duvida um jogador mais maturo e adulto.

ACDC- Qual a sua maior qualidade enquanto colega e o seu maior defeito?
RUI-
A sua maior qualidade enquanto colega é ser muito amigo, o maior defeito é ter um feitio um pouco difícil…

ACDC- Agora que o acompanhas por fora, acreditas que ele tem qualidade para atingir outros objectivos, como por exemplo jogar numa equipa da 1ª. divisão?
RUI- Penso que sim, o André tem qualidades que poucos jogadores têm na posição que ele ocupa (fixo), basta ele crer, empenhar-se, continuar a trabalhar e claro um pouco de sorte…

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Ricardo Lima
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ACDC- Tu que conheces tão bem o André, conta-nos como é o André no grupo de trabalho?
RICARDO LIMA-
O André no grupo de trabalho é um excelente colega, mas podia ser só um bocadinho melhor se conseguisse às vezes separar os problemas pessoais e não os levar para o treino, mas estou a vontade para dizer aqui porque também já lhe disse pessoalmente.

ACDC- Ele é dos poucos atletas seniores que fez toda a formação de futsal, na tua opinião é uma vantagem que ele tem hoje em relação aos outros atletas?
RICARDO- Claro o André por ter estado sempre na modalidade, nota-se que tem uma cultura táctica acima da média, por norma está sempre bem colocado e sabe sempre o que fazer nas determinadas situações do jogo.

ACDC- Como defines o André como atleta?
RICARDO- Acho o André um fixo espectacular, tanto defende bem como também ataca bem. Tem características pessoais muito fortes, é magro mas é muito forte nos lances divididos, tem uma boa capacidade de antecipação por norma aos pivôs fazendo disso uma grande arma, e ainda possui um bom remate de longa e média distância. Pode-se dizer que é um jogador bastante completo em todos os sentidos.



ANDRÉ DANTAS
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ACDC- André se não estou em erro tu começaste a jogar na Coobital com cerca de 10 ou 11 anos, foste dos primeiros atletas a serem federados pela Coobital, foi importante para ti a passagem pelo nosso clube?
ANDRÉ DANTAS- Comecei com 12, e a passagem pela coobital foi muito importante pois aí formei-me como atleta e também como pessoa, tínhamos muitas dificuldades mas foram tempos vividos com muita alegria, tempos que nunca vou esquecer.

ACDC- Foram tempos difíceis porque o futsal era visto como o parente pobre do Futebol, que recordações tens daqueles tempos?
ANDRÉ-
Tenho muitas recordações das coisas más que se passavam, existiam um conjunto de factores que nos fazem lembrar a parte má do futsal na altura, desde faltas da equipa de arbitragem, a falta de condições mínimas em certos recintos, etc etc. Nos dias de hoje as coisas estão melhores mas ainda estão muito aquém de outras zonas do país. Mas o que guardamos da altura são só as melhores recordações, pois éramos miúdos e o que gostava-mos de fazer era jogar futsal.

ACDC- Que conselhos podes dar aos jovens que começam agora no futsal?
ANDRÉ- O conselho é simples, trabalhem sempre com afinco e estejam sempre atentos aos treinadores, é com eles que se aprende tudo.

ACDC- A tua “carreira” no Futsal tem sido sempre a subir, pode-se dizer que tu és um atleta do Futsal, porque fizeste a formação toda e tens subido gradualmente, desde os distritais até presentemente à 2ª. Divisão Nacional, para teres este sucesso, foi importante a tua formação, teres passado por todos estes patamares?
ANDRÉ- Foi bastante importante. Os princípios básicos do futsal são aprendidos na formação, e quando chegamos a seniores são estes elementos os mais importantes para percebemos aquilo que o nosso treinador pretende, e como neste escalão mudamos de treinador com mais frequência ajuda-nos muito.

ACDC- Qual foi o momento mais difícil que passaste e qual o mais importante?
ANDRÉ- O momento mais difícil que passei, foi o meu primeiro ano no nacional, tinha apenas 19 anos e pouca experiência, descemos de divisão.
O mais importante foi a subida do ano passado, o objectivo era apenas fazer melhor que ano anterior e acabamos por subir de divisão.

ACDC- Que diferenças encontras na segunda divisão, a velocidade de jogo e de processos é diferente?
ANDRÉ-
Os processos não mudam nada em relação a outra divisão nacional, o que muda sim é a velocidade de jogo e a qualidade dos intervenientes. Há jogadores muito bons na 2ª divisão.

ACDC- Como te defines quando treinas, é importante treinar bem, para se ver os resultados no fim de semana?
ANDRÉ- Tento trabalhar sempre bem, mas nem sempre estamos com toda a disponibilidade para o fazer, pois não somos profissionais temos a nossa vida pessoal, o nosso emprego e que por vezes nos faz estar mais abstraídos do treino. E é claro que se treinarmos bem durante a semana tudo nos sairá melhor ao fim de semana.

ACDC- Que análise fazes à forma de trabalho do clubes Algarvios?
ANDRÉ- Os clubes algarvios estão a trabalhar cada vez melhor, principalmente as equipas do nacional, é importante trabalhar bem, só assim o futsal algarvio poderá evoluir.

ACDC- Quais os teus objectivos individuais?
ANDRÉ- Objectivo é jogar na 1ª divisão e de preferência num clube de faro.

ACDC- Que esperas da tua equipa (Universidade do Algarve), são recém chegados à 2ª. Divisão, vai ser uma época difícil?
ANDRÉ- Espero que consigamos alcançar o principal objectivo que é a manutenção. Vai ser uma época muito difícil, aliás como todas as outras.

ACDC- Como vês o futuro do Futsal no Algarve?
ANDRÉ- O futsal no Algarve tem evoluído muito, e por isso só se pode esperar um futuro risonho para o futsal algarvio.

ACDC- Tens acompanhado as novas gerações algarvias? Como avalias a formação no futsal algarvio?
ANDRÉ- Do pouco que tenho acompanhado, consigo avaliar de uma forma medíocre, porque os jovens que hoje em dia aparecem nos seniores têm muita qualidade individual, mas falta-lhes conhecimento táctico, o que faz com eles tenham alguma dificuldade na transição para o futsal sénior, é claro que no meio de isto tudo existem excepções e esses conseguem ir mais longe.
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Numa sequência de respostas rápidas…

ACDC- Qual o melhor jogador do Algarve?
ANDRÉ- Não sei. Há vários.

ACDC- Qual o melhor jogador Português?
ANDRÉ- Pedro Costa.

ACDC- Qual a melhor equipa do Algarve?
ANDRÉ- AAUALG.

ACDC- Por quem gostarias de ser treinado?
ANDRÉ- Beto Aranha.

ACDC- Qual o melhor treinador do Algarve?
ANDRÉ- Nuno Xabregas.

ACDC- Que treinador mais te marcou?
ANDRÉ- José Clemente e Rui Morais.

ACDC- Qual foi o jogador mais complicado que apanhaste pela frente?
ANDRÉ- André Lima.

ACDC- A selecção nacional é um sonho ou uma miragem?
ANDRÉ- Toda agente sonha! (risos).
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Quero agradecer a tua disponibilidade e amizade, a qual se tem mantido ao longo dos anos.
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Luis Barradas

sábado, 8 de novembro de 2008

RICARDO LIMA FALA À ACD COOBITAL


Ricardo Lima actual Guarda-Redes da equipa sénior do Louletano, actualmente na 3ª. Divisão Nacional, falou com a ACD Coobital-Futsal. Antigo atleta do nosso clube, onde deu os primeiros passos no futsal. Ouvimos também antigos colegas de equipa a falar do guarda-redes...

Ouvimos André Dantas e Raul Godinho (Universidade do Algarve) antigos colegas e treinador do Ricardo...
Raul Godinho...
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ACDC- Foste colega do Ricardo e treinador durante alguns anos, como é o Ricardo no treino ?
RAUL- O Ricardo é o tipo de atleta que qualquer treinador quer. Muito trabalhador, exigente, com enorme espírito de sacrifício, mas em simultâneo, humilde e respeitador. De tal forma que posso dizer que de atleta a amigo foi um pequeno passo.
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ACDC- A evolução do Ricardo é notória, o que sente um treinador quando acompanha esta evolução ao longo dos anos, a posição de G. Redes é especial, normalmente o trabalho é feito com 3 ou 4 pessoas (o treinador e mais 2 ou3 G. Redes)?
RAUL- É motivante. Sinto-me privilegiado por ter tido a oportunidade de acompanhar de perto essa evolução. Confesso que nunca tinha conhecido ninguém com a sua entrega, a sua motivação, a sua determinação.
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ACDC- Até onde pode o Ricardo chegar?
RAUL- O Ricardo pode chegar onde ele quiser. Tem todas as condições para ser um GR de topo no Futsal, dependendo apenas de poder aproveitar as oportunidades desportivas em função da sua vida pessoal e profissional. Não é fácil encontrar alguém com a conjugação de características que ele reúne. Atrevo-me a dizer que está “condenado” ao sucesso na modalidade.

.André Dantas...
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ACDC- Foste colega do Ricardo durante muitos anos, como é o Ricardo no seio do grupo, no treino?
ANDRÉ- Como colega o Ricardo é extraordinário, sempre bem disposto e disponível para todas aquelas brincadeiras que surgem no balneário, na quadra é sempre o primeiro a dar uma palavra de apoio sempre que algo nos corre mal. Fomos colegas desde os juniores e estes anos todos só estivemos separados durante um ano ( este está a ser o segundo) e sinceramente espero voltar a ser colega dele.

ACDC- A evolução do Ricardo é notória, o que sente um jogador quando tem um Guarda – Redes como o Ricardo na sua baliza?
ANDRÉ- Sente-se principalmente confiante e seguro. Com ele na baliza torna-se tudo mais fácil seja a que nível for, fazemos um jogo tranquilo e forte defensivamente.

ACDC- Se o Algarve não fosse tão distante acreditas que ele estaria num clube da 1ª. Divisão?
ANDRÉ- Sou um pouco suspeito para responder a esta pergunta até porque sou amigo dele há mais de dez anos, mas conhecendo o futsal como conheço, arrisco a dizer com toda certeza, que ele faria parte de qualquer plantel da 1ª divisão.

.RICARDO
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ACDC- Ricardo pouca gente sabe, mas os teus primeiros passos no Futsal foram dados na Coobital, foi importante para ti a passagem pelo nosso clube?
RICARDO- Foi muito importante foi onde tive a possibilidade de começar a dar os primeiros passos na modalidade, e com treinadores que já para a altura em questão estavam avançados em termos de conhecimentos. Nós já nessa altura treinava-mos muito bem, o Zé fazia dos treinos como se jogo se trata-se obrigava-nos aplicar a sério.

ACDC- A tua geração, quase toda ela continuou a jogar futsal, aquela equipa realmente tinha muita qualidade, numa época em que pouca gente acreditava no futsal, que recordações tens daqueles tempos?
RICARDO- Foi das melhores épocas que tive, tinha um grupo muito bom e a equipa era muito forte. A nível regional ganhamos o campeonato e depois fomos disputar o nacional que para todos foi a primeira experiência e muito interessante.

ACDC- Que conselhos podes dar aos jovens que começam agora no futsal, tu para eles és um exemplo (atletas da Coobital por ex.)?
RICARDO- O que eu posso dizer é o mesmo que digo aos meus colegas que subiram este ano a seniores no clube onde me encontro, é que sejam humildes e que trabalhem nos treinos e que não tenham pressa em jogar logo, eu reparo que hoje em dia é mais difícil a transição de juniores para seniores, do que antigamente pois a modalidade já está mais desenvolvida por isso é necessário terem tranquilidade e não pensarem que vão conseguir impor-se logo numa equipa.

ACDC- Os projectos que te tens envolvido, têm tido sucesso, já subiste de divisão várias vezes, jogas nos campeonatos nacionais há alguns anos, essa experiência tem sido enriquecedora?
RICARDO-
Pois tenho tido alguma sorte onde tenho passado, tenho apanhado grupos muito bons, onde pomos o colectivo acima do individual, e no futsal é importante termos um grupo muito unido. Acerca de jogar no nacional é uma experiência fantástica não tem nada a ver com os jogos do distrital não menosprezando ninguém pois acho que o nosso distrital tem muito valor.

ACDC- Qual foi o momento mais difícil que passaste e qual o mais importante?
RICARDO- O momento mais importante foi a subida à 2º divisão pela a UALG, e ter tido a experiência de treinar uma semana na equipa de futsal "Os Belenenses", o qual, me apercebi de outras realidades que não são tão distantes como a nossa. O momento mais difícil peço desculpa, mas prefiro guardar para mim.

ACDC- És conhecido no meio do futsal, como sendo uma máquina de treino, é importante para ti treinar bem?
RICARDO-
Para mim chega a ser mais importante treinar bem durante a semana toda do que jogar, porque se eu treinar bem tenho a consciência tranquila que fiz tudo para jogar, se não joguei foi por opção técnica. Eu quando saio de casa para ir para o treino vou sempre com a mentalidade de dar tudo o que tenho, de aprender coisas novas de tentar melhorar em aspectos que não estive bem ou que tenha dificuldades. Acho uma falta de respeito para com os colegas aquelas pessoas que vão para o treino só por ir, eu acho que quem não treina bem é impossível jogar bem.

ACDC- És um atleta que se entrega ao treino, mas só ficas por aí ou tentas pesquisar novas formas de treino?
RICARDO- Felizmente tenho tido quase sempre a sorte de trabalhar com pessoas que têm metodologia de treinos de guarda-redes, e se hoje em dia as pessoas reconhecem que sou um guarda redes de algum nível não me posso esquecer de quem me ensinou tanto a nível físico como a nível mental que foi o Raul Godinho que na minha opinião é o melhor treinador de Guarda-Redes do Algarve e não sei se não é a nível Nacional.

ACDC- O trabalho, a organização e as competências, são determinantes para que se tenha sucesso, mas nem sempre se trabalha assim. Ainda se trabalha muito no improviso. Que análise fazes à forma de trabalho dos clubes Algarvios?
RICARDO- Pois eu tenho a minha opinião e já tenho partilhado com algumas pessoas, eu acho que antigamente era difícil treinar porque a modalidade não estava muito desenvolvida mas hoje em dia há tanta informação disponível que só não prepara uma boa época quem não quer porque já há muito boas pessoas a trabalhar no Algarve e sempre prontas para partilhar informação, agora as pessoas não podem é ser orgulhosas e pensarem que não precisam de ninguém.

ACDC- Quais os teus objectivos individuais?
RICARDO- Tentar sempre melhorar tanto a nível individual como de equipa.

ACDC- Que esperas da tua equipa (Louletano), são por muitos apontados como candidatos a subir de divisão, quais as expectativas?
RICARDO- Eu acho que candidatos são as 16 equipas do campeonato em que nós estamos presentes, eu não acredito em favoritos nem em jogos fáceis, eu espero é que cada colega da minha equipa faça o seu máximo para conseguirmos ganhar jogo a jogo e depois as contas fazem-se no fim.

ACDC- Como vês o futuro do Futsal no Algarve?
RICARDO- Acho que a modalidade está a evoluir no bom caminho, estamos já com algumas equipas nos nacionais e outras a nível distrital muito boas.

ACDC- Tens acompanhado as novas gerações algarvias? Como avalias a formação no futsal algarvio?
RICARDO- Não tenho acompanhado muito, vejo alguns jogos antes dos meus e reparo nos jovens que chegam aos seniores acho que há muitos bons valores principalmente nas equipas que sempre apostaram na formação como os casos dos Sonâmbulos e do Sapalense.

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Numa sequência de respostas rápidas…

ACDC- Qual o melhor Guarda-Redes do Algarve?
RICARDO- Raul Godinho.

ACDC- Qual o melhor Guarda-Redes Português?
RICARDO- João Benedito.

ACDC- Qual a melhor equipa do Algarve?
RICARDO- UALG; Fontainhas.

ACDC- Por quem gostarias de ser treinado?
RICARDO- Já fui.

ACDC- Qual o melhor treinador do Algarve?
RICARDO-
Raul Godinho.

ACDC- Que treinador mais te marcou?
RICARDO- Raul Godinho.

ACDC- Qual foi o jogador mais complicado que apanhaste pela frente?
RICARDO- Belchior.

ACDC- A selecção nacional é um sonho ou uma miragem?
RICARDO- Miragem.

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Trajectória do Ricardo Lima

1999/2000-Coobital (júnior)
2000/2001-Casa do Benfica de Faro
2001/2002-Casa do Benfica de Faro
2002/2003-São Luís
2003/2004-São Luís
2004/2005-Casa do Benfica de Loulé
2005/2006-Louletano
2006/2007-UALG
2007/2008-UALG
2008/2009-Louletano

Agradeço a disponibilidade e simpatia do Ricardo, André e Raul.
Luís Barradas

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ENTREVISTA COM RICARDO LIMA...

A não perder entrevista com ex-atleta da ACD COOBITAL hoje na equipa do Louletano, equipa que milita na 3ª. Divisão Nacional, considerado por muitos como um dos melhores G. Redes do Algarve.
Luis Barradas